Na sessão realizada nesta quinta-feira, 08, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (Democratas) comemorou os 80 anos do voto feminno, celebrado no dia 24 de fevereiro. “Essa conquista é a prova de que a mulher é cidadã e tem que ter seu espaço na sociedade, uma vez que essa é feita por homens e mulheres”, disse em seu discurso.
A parlamentar pontuou que, após oito décadas da conquista do voto, o quadro de mulheres eleitas para os Poderes Executivo e Judiciário permanece desproporcional ao número de eleitores que representa. Segundo o Censo do IBGE de 2012, as mulheres continuam a compor a maioria do eleitorado brasileiro, correspondendo a 51,8%, totalizando 70.373.971 eleitoras. Já o eleitorado masculino representa 48%, somando 65.282.009.
Nas urnas o resultado tem sido bem aquém da representação eleitoral feminina. “O Brasil integra o grupo de 60 países com o pior desempenho no que se relaciona à presença de mulheres no parlamento – pouco mais de 10% nos espaços Legislativos”.
Atualmente o Senado Federal é composto por 81 senadores, 10 são mulheres. Na Câmara federal dos 513 deputados, 46 são mulheres e nas Assembléias Legislativas são 137 deputadas Estaduais e Distritais. (Fonte: STE e Câmara dos Deputados)
No espaço Executivo o resultado também está longe de chegar a uma paridade, com 2 governadoras eleitas em 2010 num total de 26 Estados e o Distrito Federal; Nas eleições de 2008 foram eleitas e reeleitas 504 Prefeitas Municipais, o equivalente a 9,07%, de um total de 5.555 Municípios. (5.051 Prefeitos Municipais eleitos).
Nas Câmaras de Vereadores o resultado também não foi satisfatório. De 51.965 cargos, somente 6.508 foram ocupados por mulheres o que equivale a quase 1 vereadora para cada Município brasileiro. Infelizmente a política de cotas, ainda, não foi suficiente para ampliar a presença feminina no cenário político brasileiro.
A deputada citou também que, pela primeira vez, uma mulher foi eleita para fazer parte de Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. A 1ª Vice-Presidência da Câmara e a 1ª Vice-Presidência do Senado são hoje ocupadas por mulher. “São conquistas e avanços importantes, mais que ainda precisam ser ampliadas. Somos conscientes de que há muito a ser feito”, disse.
Dorinha considerou ainda que as mulheres têm o poder de decidir uma eleição por serem maioria em números de eleitores. No entanto nas últimas eleições municipais ficamos distante dos 30% obrigatórios no número de candidatas.
A deputada relembrou mulheres que contribuíram na luta pela conquista do voto e dos direitos iguais como Bertha Lutz, Leolinda Daltro, Celina Vianna, Carlota Pereira de Queiroz. A primeira mulher que elegeu-se Deputada Federal, foi a doutora Carlota Pereira de Queirós, em 1933 e em 1950 foi eleita a primeira deputada estadual no Brasil, a goiana Berenice Teixeira Artiaga.
“A questão de gênero precisa ser colocada de forma incisiva para todos: nas escolas, nas universidades, nos bairros, nas igrejas. Enfim em todo lugar. Um País forte, desenvolvido, sem miséria, só será possível com igualdade de oportunidades entre mulheres e homens”, pontuou.
Outro ponto abordado pela parlamentar foi a violência contra a mulher. “Mesmo após a Lei Maria da Penha, o número das notificações de agressão contra as mulheres nas delegacias não diminuiu. Percebemos uma maior conscientização de seus direitos, porém, esse tipo de crime somente pode ser evitado com medidas educativas no ambiente familiar e com a mudança da mentalidade do povo brasileiro”.
(Assessoria)
Comentários (0)