Com a participação de entes públicos e representantes da comunidade de Taquaruçu Grande, foi realizada nesta quarta-feira, 22, uma nova audiência pública na Câmara Municipal com intuito de revisar o Plano Diretor de Palmas incluindo o Distrito de Taquaruçu Grande.
Esta audiência foi realizada unindo líderes comunitários, religiosos, representantes da Prefeitura de Palmas, Defensoria Pública Estadual, Ministério Público, e da concessionária de serviço de energia elétrica Energisa, visando regularização fundiária, limitações a loteamentos e medidas de proteção ambiental, além da ampliação e/ou implementação de serviços públicos essenciais.
Outras cinco audiências públicas já foram realizadas, visando a regulamentação da região em questão como distrito, as mais recentes em junho de 2024, em novembro e dezembro de 2025. Ruy Bucar, morador e empreendedor da região e diretor executivo da Associação Água Doce, integrou a audiência e defendeu a criação do distrito.
“O processo melhor, mais coerente, seria um plano de desenvolvimento de Taquaruçu Grande, para que essa região pudesse servir aos interesses da comunidade e também servir para Palmas. Nesse caso, Taquaruçu contribui com a produção de água que Palmas consome. 70% da água que Palmas consome vem do Ribeirão Taquaruçu”, afirmou Bucar.
O representante da Água Doce destaca ainda que a criação do Distrito “pode contribuir muito para o desenvolvimento do turismo, ecoturismo, ecológico ou orgânico". “A região tem um potencial para isso. Essa região guarda um patrimônio cultural e arqueológico fantástico, que são os sítios arqueológicos”, destaca.
Pe. Aderso Alves dos Santos, da Arquidiocese de Palmas, também integrou a audiência desta quarta-feira e destacou: “Vejo que estamos falando a mesma coisa, e não vejo nada de encaminhamento. Essa é a minha única preocupação a partir desta sexta audiência”.
Apesar do descontentamento, Pe. Aderso avaliou: “Pelo menos chegamos a um ponto mais comum, onde a maioria dos vereadores, pelo menos a grande parte, já reconhece que Taquaruçu Grande precisa de ser mais cuidado”, referindo-se à audiência desta quarta-feira.
O pároco destaca ainda que, enquanto o debate ocorre em âmbito administrativo e legislativo, o avanço de ocupações sem regularização e sem medida dos impactos ambientais.
Para Pe. Aderso “os vereadores se comprometem a fiscalizar junto com a Prefeitura” e “a preocupação nossa é continuar acompanhando e que sejamos pessoas responsáveis pelo futuro de Palmas, sobretudo da natureza, e não se tornar favela, mas um lugar digno que todos possam habitar”.
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