O secretário da Fazenda/ Administração/ Planejamento do Tocantins, Sandro Henrique Armando tranquilizou os servidores estaduais e garantiu que o Plano de Saúde dos Servidores (Plansaúde) não será interrompido. Em entrevista à imprensa na manhã desta quinta-feira, 29, o titular interino das pastas explicou que estendeu o contrato com a administradora do plano, a Unimed Centro-Oeste e que os servidores não ficarão sem atendimento.
“O que eu posso passar para os servidores hoje é para eles terem tranquilidade que não haverá nenhuma dissolução de continuidade quanto ao atendimento do servidor. Acabei de fazer uma reunião com o superintendente da Unimed e, o contrato previsto para encerrar neste sábado, nós negociamos e estendemos o contrato com a Unimed que é a gestora do Plansaúde até que se resolva essa questão da licitação. Resolvendo essa questão, a empresa que ganhar até que se implemente eles vão continuar e nada muda para os servidores. Não precisa ter medo de ficar sem atendimento”, assegurou.
Plano de Desligamento Voluntário
O Plano de Desligamento Voluntário dos servidores (PDV) – adotado pela gestão de Miranda – foi suspenso pelo atual secretário, conforme consta em publicação no Diário Oficial desta quarta-feira, 28. O Plano que instituía uma jornada de trabalho reduzida com incentivo remuneratório e a licença sem remuneração com pagamento de incentivo em dinheiro aos servidores efetivos, previa reduzir em média 3% do que o Executivo gasta atualmente com a folha de pagamento o que, segundo a administração anterior, geraria uma economia em torno de R$ 6 a 7 milhões mensais. Para Armando, a medida necessita ser analisada, uma vez que é desconhecido o valor do impacto que ela gera nos cofres do estado.
“Ele foi suspenso por uma questão de cautela e prudência dessa gestão. Nós não identificamos um estudo do impacto desse plano, quantos servidores podem aderir, porque você tem que indenizar esses servidores, então obviamente vai estimular os servidores a aderir e receberem a indenização, mas precisamos tomar cuidado com o caixa . Nós encontramos o estado endividado. Hoje o estado gasta mais do que arrecada, então nós temos muitas responsabilidades. Ele está suspenso para estudo e análise. Se a gente entender que realmente é uma medida adequada para contenção de despesas nesse sentido vamos ativá-lo novamente. Eu suspendi o plano porque a partir de segunda-feira já teria adesão, mas nós não temos estudo de impacto e nem dinheiro em caixa para indenizar. Temos que ter responsabilidade para gerir o estado e pagar o salário dos servidores. Não recebi nenhum estudo de impacto da gestão anterior sobre este plano”, argumentou o gestor interino.
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