O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio de sua Superintendência no Tocantins, acompanhou a abertura oficial do Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento, realizada pela Prefeitura Municipal de Talismã. A agenda, realizada no último dia 18 de junho, marcou a valorização de um patrimônio arqueológico identificado a partir de comunicação encaminhada ao Instituto pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil, João Carlos Lopes, posteriormente reconhecido e cadastrado no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA).
A abertura oficial do sítio representa mais um passo no processo de valorização do patrimônio cultural de Talismã. Após a identificação dos vestígios arqueológicos e com o acompanhamento técnico realizado pelo Iphan, o município adotou medidas voltadas à proteção e divulgação do local, ampliando seu potencial para ações de educação patrimonial, pesquisa científica e turismo cultural.
Entre as iniciativas promovidas pela administração municipal, destaca-se a edição do Decreto Municipal nº 025/2026, que reconhece formalmente a relevância cultural da área e estabelece instrumentos de proteção para o sítio arqueológico. A medida demonstra o compromisso do município com a preservação de sua história e constitui importante exemplo de atuação conjunta entre os entes federativos na salvaguarda do patrimônio cultural.
Durante a programação, o arqueólogo do Iphan Rômulo Macêdo Barreto de Negreiros apresentou palestra sobre o histórico da descoberta do sítio arqueológico, sua contextualização e as implicações legais do reconhecimento da área enquanto bem cultural. Após as falas, Rômulo acompanhou os presentes numa visita ao sítio arqueológico, onde tratou das potencialidades dos vestígios cerâmicos para a compreensão dos povos que lá habitaram na pré-história.
Segundo o superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado, a experiência de Talismã demonstra a importância da cooperação entre sociedade, Município e União na proteção do patrimônio cultural. “A abertura oficial do sítio arqueológico e a instituição de uma área municipal de interesse arqueológico e cultural materializam a atuação colaborativa prevista no pacto federativo brasileiro, fortalecendo a preservação da memória, da história e das referências culturais da região e demonstrando como diferentes esferas de governo podem atuar de forma complementar na proteção do patrimônio cultural”, destacou.
Para o Iphan, iniciativas como a desenvolvida em Talismã demonstram que a preservação do patrimônio arqueológico pode caminhar junto ao desenvolvimento local, contribuindo para a estruturação do turismo cultural, a geração de renda para as comunidades e a valorização da identidade e da história dos territórios. A expectativa é que experiências semelhantes possam ser estimuladas em outros municípios tocantinenses, ampliando a proteção e a difusão do patrimônio cultural do estado.
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