Começa no dia 1º de julho e segue até 30 de setembro o período do vazio sanitário de soja – ação de controle da Adapec que proíbe o plantio e manutenção de plantas vivas de soja no campo. De acordo com o responsável técnico da agência de defesa, a prática é uma medida sanitária necessária para o controle de ferrugem asiática, principal doença que ataca a cultura da soja. “O vazio sanitário é estabelecido por lei, por isso os sojicultores devem ficar atentos para evitar a presença de plantas vivas em suas áreas de cultivo”, explicou Cleovan Barbosa.
Nesta safra 2025/2026, a área plantada de soja de sequeiro cadastrada na Agência foi de 1,503 milhão de hectares, distribuídos em 2.825 propriedades com cultivo da oleaginosa no Tocantins.
Cleovan acrescentou que a responsabilidade pela eliminação de todas as plantas vivas de soja, voluntárias ou não, é exclusivamente dos produtores ou ocupantes da área. As plantas devem ser eliminadas por meio químico ou mecânico. O responsável técnico alertou ainda que a não eliminação está sujeita às sanções previstas na legislação.
Vale ressaltar que, durante o período do vazio sanitário, a Adapec realizará o monitoramento e a fiscalização das áreas onde houve o plantio de soja, a fim de garantir a ausência de plantas vivas no campo.
Excepcionalidade
Durante o período do vazio sanitário, os cultivos excepcionais de soja para fins de pesquisa em terras altas e para produção de sementes de soja, sementes para uso próprio e pesquisa/ensino nas Planícies Tropicais sob sistema de subirrigação estão autorizados no Tocantins.
Ferrugem Asiática
A ferrugem asiática da soja é a principal doença que acomete a cultura, sendo causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. A doença se dissemina rapidamente entre as lavouras por meio do vento. Entre os principais prejuízos estão a redução da produtividade e a desfolha precoce das plantas, comprometendo a formação e o enchimento dos grãos.
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