A chegada do período de estiagem no Tocantins — que costuma se intensificar a partir do mês de maio — traz um alerta vermelho para a saúde da população. A combinação de baixa umidade relativa do ar com o aumento da poeira no ambiente é o cenário ideal para o crescimento de problemas respiratórios.
Segundo a médica especialista em Clínica Médica e diretora clínica do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), Cláudia Cunha, a época exige atenção redobrada. É bastante comum observar o aumento de casos de rinite, sinusite, crises de asma e o agravamento de doenças pulmonares já existentes.
"O clima seco favorece o ressecamento das vias aéreas, dos olhos e da pele, causando desconforto e aumentando a suscetibilidade a infecções respiratórias. Outro ponto importante é o risco de desidratação", alerta a médica.
Grupos de risco
A especialista destaca que os cuidados devem ser reforçados principalmente com: crianças; idosos; e pessoas que trabalham ou permanecem por longos períodos expostas ao calor.
Medidas simples e eficazes
Para ajudar a população a enfrentar o período de seca sem adoecer, a médica Cláudia Cunha listou as principais recomendações para o dia a dia:
Beba água mesmo sem sede: A ingestão regular de líquidos ajuda o organismo a funcionar melhor e mantém a umidade natural das vias respiratórias.
Cuide da casa e do trabalho: Mantenha os ambientes limpos, ventilados e arejados. Em dias de umidade muito baixa, use umidificadores de ar ou coloque recipientes com água (como bacias ou toalhas úmidas) nos cômodos, principalmente durante a noite.
Atenção aos exercícios físicos: Evite atividades físicas intensas nos horários mais quentes do dia. Dê preferência ao início da manhã ou ao fim da tarde.
Proteja as vias aéreas: Faça a lavagem nasal com soro fisiológico sempre que houver sensação de ressecamento e evite ao máximo a exposição à fumaça, queimadas e poeira.
Hidratação da pele e olhos: Use hidratantes corporais (especialmente após o banho), evite duchas muito quentes e prolongadas e, sempre que possível, utilize protetor solar.
Por fim, a diretora clínica do HDT-UFNT ressalta que as pessoas que já possuem histórico de doenças respiratórias crônicas devem seguir à risca o tratamento prescrito por seus médicos e procurar atendimento especializado imediatamente caso percebam qualquer piora nos sintomas.
Comentários (0)