O Tocantins conquistou a liderança nacional no indicador de Qualidade de Crédito para Pessoa Física, conforme o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. O levantamento, baseado em dados do Banco Central, avalia a participação de modalidades como crédito consignado, habitacional, de veículos e rural, consideradas de menor risco por possuírem vínculo com investimentos e atividades produtivas.
Em 2025, o Governo do Estado injetou mais de R$ 26,3 milhões na economia por meio de linhas de financiamento com juros reduzidos e prazos alongados. Segundo a gestão estadual, a estratégia prioriza o crédito produtivo para incentivar o empreendedorismo e a formalização.
O governador Wanderlei Barbosa destacou que o resultado reflete o foco na geração de renda. “Esse resultado mostra que o Tocantins está avançando com uma estratégia consistente: ampliar o acesso ao crédito com qualidade e direcionamento para a produção. Aqui, o crédito não é estímulo ao endividamento, é oportunidade para empreender, produzir e gerar renda”, afirmou o gestor.
Incentivo à capacitação e setores estratégicos A política estadual integra programas que unem recursos financeiros à qualificação profissional. O projeto “Mãos que Criam”, da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), prepara cidadãos em situação de vulnerabilidade antes da concessão do crédito. A empreendedora Fernanda Pedrosa, que atua no setor de doces, relatou que a formação auxilia no planejamento do negócio. “A capacitação me preparou para medir o custo-benefício das coisas e como aplicar o dinheiro das vendas”, declarou.
No segmento feminino, o programa Mulheres Empreendedoras oferece até R$ 100 mil com taxas a partir de 2,10% ao mês para empresas lideradas por mulheres. Já no turismo, o Estado disponibiliza R$ 16 milhões via Fungetur para hotéis, bares e projetos de energia solar.
O presidente da Agência de Fomento, Portilho Prado, reforçou o impacto da medida. "Esse reconhecimento nacional reforça que estamos construindo um ambiente econômico mais sólido, onde o crédito deixa de ser um risco e passa a ser uma ponte para oportunidades", pontuou o dirigente.
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