O Tocantins registrou um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,797, posicionando o estado na faixa de alto desenvolvimento humano. Os dados constam no Radar IDHM, publicação elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado aponta uma variação positiva no indicador do estado no período recente. Entre 2021 e 2024, o índice tocantinense apresentou um avanço nominal de 0,066 – equivalente a um crescimento de 9% –, passando de 0,731 para o patamar atual.
Na comparação histórica de longo prazo, o indicador atual demonstra evolução em relação aos registros da década passada, quando, no ano de 2012, o IDHM do Tocantins era de 0,721.
Nacional
O Brasil chegou a 2024 com IDHM de 0,805 e ingressou, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. Após enfrentar quedas severas em 2020 e 2021, o IDHM do país demonstrou forte poder de recuperação nos últimos dois anos avaliados: o índice geral saltou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até romper a barreira do desenvolvimento muito alto em 2024.
Redução das desigualdades raciais
O Radar IDHM 2024 mostra que a população negra apresentou ritmo de crescimento do desenvolvimento humano quase duas vezes maior que o da população branca entre 2012 e 2024: 10,3% contra 5,5%. A distância entre os dois grupos caiu de 14% para 9% ao longo da série histórica.
Unidades da federação
O crescimento do IDHM foi registrado em todas as unidades da Federação entre 2012 e 2024. Os maiores avanços proporcionais ocorreram em estados do Nordeste, com destaque para Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte. Em 2024, dez UFs alcançaram o patamar de muito alto desenvolvimento humano.
Regiões metropolitanas
O Radar IDHM aponta crescimento em todas as 20 regiões metropolitanas analisadas e na Ride da Grande Teresina entre 2012 e 2024. Os melhores resultados em 2024 foram registrados em Florianópolis (0,874) e Curitiba (0,856), enquanto Macapá (0,762) e Maceió (0,776) apresentaram os menores índices.
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