Tocantins reduz em 10% número de acidentes e lança nova etapa de sinalização viária

Com o tema “Enxergar o outro é salvar vidas”, campanha foca na empatia no trânsito; gastos com internações de vítimas podem chegar a R$ 3 mil por dia no Estado

Crédito: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

O Tocantins inicia o mês de maio com um dado encorajador: o número de acidentes de trânsito no estado caiu 10,8% no primeiro trimestre de 2026. Foram 1.104 registros entre janeiro e março, contra 1.238 no mesmo período do ano passado. É neste cenário de redução que o Governo do Estado lança nesta terça-feira, 5, a 13ª edição do Maio Amarelo, com o objetivo de ampliar a segurança nas vias dos 139 municípios tocantinenses.

 

 

A abertura oficial acontece às 9h, no Palácio Araguaia, onde será assinada a ordem de serviço para a segunda etapa do projeto de sinalização viária. Após contemplar 26 cidades na fase inicial, a iniciativa agora avança para novos municípios, focando na instalação de placas e sinalização de solo para organizar o fluxo e proteger pedestres e condutores.

 

 

O fator humano e o custo da imprudência

Apesar da queda nos números gerais, o levantamento do Detran/TO acende um alerta: 51% dos acidentes ainda são causados por falha humana, e a colisão continua sendo o tipo mais comum de ocorrência (71%). O excesso de velocidade é o grande vilão das rodovias estaduais, respondendo por quase 92% das multas aplicadas pela Ageto em 2025.

 

 

Para o presidente do Detran/TO, Hercy Filho, o foco deste ano — os motociclistas e a empatia — é estratégico. "É no Maio Amarelo que intensificamos a atuação integrada entre órgãos federais, estaduais e municipais para salvar vidas", pontua.

 

 

Impacto no bolso e na saúde

A imprudência no trânsito não custa apenas vidas, mas drena recursos públicos. Dados da Secretaria de Saúde (SES/TO) revelam que o custo de internação para uma vítima de acidente com múltiplas fraturas é de aproximadamente R$ 1.273,00 por dia. Em casos graves, que exigem UTI, o gasto diário salta para R$ 3 mil.

 

 

A campanha deste ano reforça que o trânsito seguro é uma responsabilidade coletiva. Ao "enxergar o outro", o condutor não apenas evita uma tragédia pessoal, mas ajuda a reduzir a sobrecarga nos sistemas de saúde e previdência, que historicamente consomem bilhões de reais em pensões e tratamentos decorrentes de sinistros evitáveis.

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