O projeto Biomas, no qual a CNA investirá U$ 23 milhões em nove anos de pesquisa, foi apresentado na COP 16 na tarde desta segunda-feira, 06 no Espaço Brasil, após uma coletiva de imprensa dentro da programação oficial da conferência. A senadora, acompanhada pelo coordenador do Projeto Biomas, que implantará vitrines tecnológicas nos seis biomas existentes no País, Gustavo Curcio, respondeu a perguntas de jornalistas da Folha de São Paulo, O Globo, Portal Terra e Site Roberta Tum entre outros.
Questionada por um ambientalista sobre a posição da CNA sobre o Código Florestal, a senadora afirmou que o setor produtivo “não está procurando o desastre” ao apoiar o texto do relator Aldo Rabelo. “ O atual permite o desmatamento, o novo código propõe a legalização de áreas de produção que foram abertas quando a lei permitia, e que hoje estão criminalizadas”, afirmou.
Ao responder sobre as diferentes margens de reserva legal existentes no Brasil, que estabelecem regras ao produtor brasileiro, a senadora foi enfática: “Só existe reserva legal no Brasil. Um produtor brasileiro que tem 1 mil hectares, tem que reservar pelo menos 20%. Um produtor argentino, ou americano não. Ele já sai na frente do brasileiro”. Kátia Abreu voltou a lembrar que o Brasil tem 56% de sua cobertura original preservada, enquanto a Europa tem 0,3% desta cobertura preservada, e os Estados Unidos conservam apenas 24%.
Pesquisa será democratizada
A intenção do projeto Biomas ao criar vitrines tecnológicas nos seis biomas, segundo a senadora é democratizar o acesso à pesquisa para os pequenos e médios produtores. “A Embrapa descobriu o cerrado. Eram terras fracas e improdutivas, que passaram a ser produtivas. Por isso agora nós recorremos novamente à Embrapa para esta pesquisa”, disse a senadora.
O projeto Biomas prevê o investimento em pesquisa e divulgação, em torno de U$ 23 milhões de dólares ao longo de nove anos. Respondendo à críticas sobre o novo texto do Código Florestal durante a apresentação do Biomas, a senadora voltou à afirmar “Se todos os países do mundo aderissem à reserva legal, então estaríamos em pé de igualdade. Se todos os que defendem a reserva legal para o Brasil a defendessem para os demais países do mundo, aí estaria tranqüilo”, finalizou.
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