Informações de bastidores levantadas entre sexta-feira passada, até a manhã desta terça-feira pelo Site Roberta Tum dão conta de que uma intensa movimentação de bastidores deverá terminar no apoio do prefeito Raul Filho, da capital à pré-candidatura do governador Carlos Gaguim (PMDB).
Raul está em Brasília de onde pode retornar com a questão definida após conversar com as estrelas máximas do PT na organização da campanha de Dilma e na executiva nacional. Sexta-feira passada o prefeito ouviu seu grupo - que diga-se de passagem, não é só do PT – que quer Raul fortalecido neste processo eleitoral. O argumento deles é que Raul não pode se omitir neste processo eleitoral, liberando as pessoas, como já fez uma vez na reeleição de Marcelo.
O prefeito da capital deve assumir sua liderança no maior colégio eleitoral do Estado, nos próximos dias aglutinando em torno de si seus liderados, e garantindo junto ao governador Gaguim tudo que Palmas espera desde a sua posse, e ainda não teve. Raul tem sido crítico quanto às questões que aguardam do governo parceria e solução. Como aliado pode chegar com a força necessária para dar um “up” nos dois anos e cinco meses que ainda tem de gestão.
Gaguim articula com Dutra
O governador Gaguim por sua vez foi à Brasília conversar com Dutra, com Padilha e com todos os protagonistas deste processo em nível nacional. A expectativa é que até o próximo dia 5, setores importantes do PT estejam em seu palanque. O objetivo é fortalecer a coligação e dar consistência ao crescimento que o nome do governador vem experimentando, de forma a mantê-lo até as eleições.
Mourão e Donizete
Bastante crítico aos setores do próprio partido que não queriam sua candidatura, Paulo Mourão chegou a dizer que os que atentam contra ela, atentam contra a democracia. Já Pedro Tierra atacou os “setores preconceituosos da mídia” que não noticiam positivamente a candidatura do PT. No twitter, rede social que cresce vertiginosamente na internet, usuários com pseudônimos também criticam duramente a cobertura jornalística política por suposto preconceito contra o PT.
Mas o fato é que Mourão não tem a identidade com a militância que tem Raul, por exemplo. E Donizete – quem afirma são fontes do próprio partido – está isolado na posição de não permitir outra articulação que não seja a candidatura própria. Por isto ficou fora de duas entre três reuniões importantes nas últimas semanas em que Mourão lhe tomou a condução do processo no caso da recomposição da chapa ao Senado, por exemplo.
O fato é que as lideranças do PT que têm voto, e querem garantir participação efetiva num futuro governo, já estão esvaziando a candidatura de Paulo Mourão no nascedouro. Por sua vez PT em Brasília quer, pediu, escreveu e desenhou para o PT do Tocantins sua necessidade de eleger deputados federais e senadores. Alguém em sã consciência acredita que esta chapa os fará? Talvez por isto, mais que por qualquer outra coisa, o quadro mude até o dia 05 com uma rapidez espantosa. É esperar pra ver!
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