Brasil segue chamando a atenção nesta terça: CNI mostra o etanol como alternativa energética

A participação do Brasil nos eventos paralelos à programação oficial da COP 16 segue nesta terça-feira, 7, em Cancún com painéis apresentados pelas confederações, instituições diversas governamentais e não governamentais. A CNI ocupou o Espaço Brasil...

Um painel da CNI - Confederação Nacional da Indústria marcou a programação do Espaço Brasil na COP 16 na manhã desta terça-feira, 7.O presidente da Federação das Indústrias do estado de Minas, Olavo Lima –que ocupa o Conselho de Meio Ambiente da CNI abriu a exposição que destacou as fontes energéticas renováveis utilizadas no Brasil. O destaque do painel desta manhã foi a exposição da utilização do álcool como combustível originalmente no Brasil, que desenvolveu projeto neste sentido, abandonado ao longo dos últimos anos e retomado posteriormente com a demanda por fontes energéticas limpas.

Agropecuária precisa de financiamento para baixar emissão

A senadora Kátia Abreu, do Tocantins, fez breve participação apresentado os índices de emissão de gases atribuídos ao setor agropecuarista, que em conjunto com o setor madeireiro somado às emissões provocadas pelo uso de solventes responde por 76,6% da emissão. “Sem questionar estes índices, que daria uma outra discussão, mas admitindo que sejam reais temos avançado além da nossa meta para reduzir estas emissões” - disse ela, complementando - “o que falta é financiamento”.

Nas ações mitigadoras ligadas à agropecuária estão a redução de desmatamento do bioma amazônico em 80% e redução de 40% no Cerrado, além de restauração de pastagens degradadas. “Práticas de baixo carbono já são aplicadas no campo: o desafio é ganhar escala, mas isso depende de financiamento”, abordou ela.

Uso do álcool e produção do total flex

Os técnicos da CNI abordaram a utlização do álcool como combustível e sua evolução para a proposta laboratório que levou á produção experimental de veículos total flex. “Começou como um teste e hoje todas as montadoras precisam produzir veículos total flex, é um imperativo do mercado”, expôs o diretor da CNI.

A experiência brasileira chama a atenção do mercado internacional, mas poderia ter crescido antes. “Na década de 80m já tínhamos o Pró álcool, que foi abandonado. Não fosse isso e poderíamos ter ganhado os últimos 20 anos. Aquela proposta original foi retomada agora com o Etanol”, finalizou Olavo Lima.

Comentários (0)