Chapão volta a pauta neste sábado: Laurez e Célio não querem

As conversações entre os presidentes de partidos que devem compor aliança em torno da reeleição do governador Carlos Henrique Gaguim voltam a se reunir neste sábado para conversar. Segundo informações de bastidores o governador quer uma campanha enxu...

A eleição ou não de um deputado estadual passa necessariamente pela formação da chapa que disputará as vagas na Assembléia Legislativa na proporcional. A diferença da legenda é que explica casos como o do vereador Wanderlei Barbosa (PSB), ter ficado fora da composição da Assembléia, mesmo tendo recebido mais de 10 mil votos, enquanto deputados com menos de 8 mil votos se elegeram.

É por isto que a briga interna dentro da base do governo é grande para decidir se todos os candidatos a deputado estadual concorrerão num chapão, com 72 nomes, ou em duas chapas, dividindo os partidos maiores, PMDB e PP, por exemplo, dos outros seis: PDT, PSL, PHS, PPS, PSB e PSDC.

Conversando ontem com dois presidentes de partido, depois de ter ouvido o próprio deputado Laurez Moreira no dia da reunião realizada na sede do PMDB, escutei deles que a orientação do governador Carlos Gaguim foi clara: ele quer que os partidos reduzam suas indicações a candidatos com melhor potencial de voto, e num número menor.

Chapão significa campanha mais barata

Com 72 candidatos apenas, acredita o governador, a campanha além de ficar mais barata, fica mais produtiva em termos de resultados eleitorais. O problema, segundo consta, são dois presidentes que preferem fazer duas, ou até três coligações nas proporcionais. Laurez Moreira por exemplo defende que o PSB esteja junto a mais três partidos: PHS, PSL e PSDC.

Assim, PMDB/PP fariam a primeira coligação na proporcional – o que parece desagradar também o PP – deixando a segunda frente de candidatos a cargo do PDT/PPS, e a terceira com os quatro partidos menores. Tudo indica que isto não vai acontecer. Mas se optar pelo chapão, o grupo terá que fazer entre os 72 nomes, a indicação proporcional de mulheres. E não as há.

Até a próxima quarta-feira, 30, passa por esta discussão o destino de muitos bons candidatos, que têm capacidade de levantar votos, mas podem ficar fora da cerimônia de diplomação lá em dezembro, se esta escolha for mal feita. Como em política, tudo que tem prazo acaba decidido na última hora, muita discussão ainda acontecerá nos próximos dias para contornar os insatisfeitos, e manter os oito partidos numa só aliança.

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