Com Secretariado quase todo indicado, Siqueira prepara decolagem: até oposição elogia e torce a favor

Dezenove nomes se somaram ontem aos anteriormente indicados no secretariado do governador que toma posse amanhã de manhã, José Wilson Siqueira Campos. É um secretariado que excluiu a participação dos partidos aliados da possibilidade de fazer indicaç...

De volta ao Palácio Araguaia na noite de quarta-feira para assistir a memorável reunião de despedida do governador Carlos Gaguim, ouvi muita coisa interessante. Mais desarmados e menos hostis, alguns dos homens bem próximos do chefe do Executivo fizeram sua avaliação dos nomes que o novo governador está anunciando para a equipe que assume com ele o comando do Estado amanhã. E é uma avaliação elogiosa.

A escolha criteriosa sob o ponto de vista do preparo que se espera dos gestores das principais pastas vem agradando os que não tinham expectativas de assumir cargos - ou indicá-los - dos dois lados. Ontem, no pacote dos nomes anunciados sobrou mestrado, doutorado e MBA nas áreas afins às que serão ocupadas por cada um dos profissionais indicados. Isso é bom, por que passa segurança de que a condução não será, digamos, “atrapalhada” nestas pastas.

O ruído nos bastidores continua por parte dos insatisfeitos. Os partidos querem sua cota, embora não anunciem publicamente o inconformismo. Se estes focos serão contornados ou não, veremos nos próximos dias, mas hoje vale a pena analisar a funcionalidade dos indicados em seus respectivos cargos.

Preparo e jogo de cintura

Os bem preparados técnicos que assumem posições chave no governo Siqueira demonstram uma preocupação interessante: modernizar a administração pública. A decisão de fazer uma varredura nos contratos da Saúde é emblemática, por que manda um recado prático aos ninhos de ratos instalados na estrutura de governo: não haverá vista grossa com corrupção e nem impunidade para quem se serviu do recurso que deveria ter sido aplicado numa área crucial para a sociedade.

Só há que ter um cuidado: a nova equipe que entra com respaldo político para agir no melhor entendimento técnico precisa ter jogo de cintura. É que a estrutura política se faz com forças políticas e elas terão que ser respeitadas, e bem tratadas.

O que ouvi dizer ontem de fonte quente, é que Siqueira preparará a chegada de um quadro de reconhecida competência técnica para comandar a Saúde, de renome nacional. Assim que a casa estiver “limpa”, por assim dizer.

Sem agasalhar parentes

Outra informação que circula nos bastidores é que as famílias Siqueira e Uchôa já foram reunidas para uma conversa em que ficou clara a determinação de não nomear parentes. “O Marcelo deu um choque de parentesco na máquina com inúmeros Miranda e Pagani no Diário Oficial. O Siqueira não vai fazer o mesmo”, ouvi de gente próxima do governador.

A confirmação de Eduardo Siqueira no Planejamento que deve ser feita na véspera da posse se constituirá, a prevalecer esta posição, na única nomeação de um parente no governo que começa a trabalhar amanhã. Braço direito do pai, gestor testado na Prefeitura de Palmas e político de diversos mandatos, Eduardo tem sido o arquiteto de muitos arranjos que tendem a dar uma nova roupagem ao quarto mandato de Siqueira à frente do governo.

Pelo bem do Tocantins, vamos esperar que dê certo. Até a oposição anda torcendo por isto.

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