A coligação Força do Povo deverá entrar na manhã desta segunda-feira, 27, com um pedido para tornar sem ação os efeitos da liminar concedida em ação que pretendia limitar a divulgação de notícias no Tocantins referente às investigações realizadas pelo MPE de São Paulo, sobre quadrilha que fraudava licitações. As ligações de membros da organização com o Tocantins, exploradas na imprensa nacional e repercutidas na imprensa local, provocaram "distorções e injustiças", disse o governador, ao Site Roberta Tum antes do comício.
Durante sua fala, o governador e candidato disse ao povo: “Fui orientado a não falar esta noite neste assunto de calúnias, de difamação”. Contrariando a assessoria ele seguiu dizendo: "Eu quero dizer aos meus amigos da imprensa, à Roberta Tum, ao Cleber Toledo, ao Edson do Paralelo 13, ao Salomão do Jornal, ao Jornal do Tocantins, que nós não somos a favor da censura”.
Mandando retirar
Segundo o governador sua assessoria entrará com a ação adequada na segunda-feira pela manhã para sustar os efeitos da censura à imprensa. Ele justificou dizendo que sempre defendeu a transparência nas ações do governo e que jamais quis se posicionar contra a liberdade de expressão. "No Tocantins não vamos ter a lei da mordaça. No nosso governo nunca teve e nem nunca terá mordaça. Isso aí que nossos adversários estão falando, e estão fazendo publicar, deixa falar. Deixa fazer o que quiserem. É desespero. Amanhã mesmo eu vou pedir para que libere tudo, que falem o que quiserem”, disse Gaguim, bastante aplaudido pelo público que lotou a praça para acompanhar os discursos da chapa majoritária e proporcionais do município.
Falando de obras
Seguindo sua fala, Carlos Gaguim disse que não falaria sobre a vida pessoal e familiar do adversário, "que todo o Estado conhece", mas que ia falar de obras. "Eu vou falar para vocês é da duplicação da estrada de Porto à Palmas, vim falar do hospital que vamos construir aqui em Porto, um grande hospital", disse ele. Ao lado da esposa, Rose Amorim, de sua mãe, do sogro e demais familiares, Gaguim disse que os adversários não vão conseguir abalar sua família.
"Nós não vamos abrir mão de fazer um grande governo nos próximos quatro anos. E se eu errar, quero corrigir. E para governar, quero a participação de vocês", disse ele. Gaguim foi sucedido no palanque pelo candidato a senador Marcelo Miranda (PMDB), que pediu um voto de confiança dos presentes para que o governador seja reeleito por mais quatro anos, e pelo candidato a senador Paulo Mourão (PT), o último a falar.
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