Evitando críticas pessoais à senadora Kátia Abreu (DEM), o deputado federal Eduardo Gomes (PSDB) disse ao Site Roberta Tum na manhã desta quarta-feira, 04, que não procurou o senador João Ribeiro para reclamar da coordenação de Kátia, mas que não acredita num modelo de coordenação única numa campanha de oposição. “Não estou em confronto com ninguém, e não posso reclamar de uma coisa que não dependo. Eu absolutamente não dependo da coordenação para tocar minha campanha”, começou Gomes.
Candidato à reeleição depois de postular pré-candidatura ao Senado pelo PSDB, Gomes disse não acreditar no modelo de coordenação que está sendo utilizado. “Quem tem coordenador único é quem está no governo, e tem alguém coordenando as ações de manutenção do poder. Na oposição isso não pode existir”, sustentou. Para o deputado, o clima da campanha de oposição não permite “um só comando”, até por que “90% da militância é voluntária e não tem por que obedecer comando único”.
Humildade
“Quando você está na oposição como nós estamos, a responsabilidade tem que ser divida por todas as pessoas. Tem que ter uma entrega muito maior das pessoas, é uma campanha da humildade, e acho que pode estar faltando é esta sintonia da coordenação com a militância”, argumenta Gomes.
Defendendo que a força do coordenador deve ser igual à da militância, o deputado disse que a função de quem está à frente tem que ser motivar as pessoas. “Temos que reunir todo mundo que está disposto a recusar dinheiro, a não trocar 60 dias de campanha por quatro anos de sua vida, e através da coordenação, despertar a indignação das pessoas com o que está aí”, finalizou.
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