A pesquisa Serpes publicada neste domingo no Tocantins trouxe um dado curioso: cerca de 9,5% da população - apenas - ainda não sabe em quem vai votar faltando exatos 48 dias para as eleições majoritárias ao governo do estado. É mais do que o apurado por dois institutos “de casa”, o Visão, de O Jornal, e o Stylo, do Jornal e Portal Stylo.
Nos dois institutos, que fizeram suas amostragens uma semana antes do Serpes e com o intervalo de apenas um dia entre um e outro, o governador Carlos Gaguim(PMDB) apareceu na frente do opositor (50,11%, a 43,62% no Stylo /44,22% contra 41,29% no Visão). O Serpes traz uma semana depois 44,6 % para Siqueira e 43,8 % para Gaguim. A pesquisa, com intervalo de 15 dias da publicada no site do próprio instituto (www.serpes.com.br) apresenta um crescimento de 1,8% para o governador, candidato à reeleição, e uma variação para baixo do primeiro colocado, ex-governador Siqueira Campos, de menos de um ponto percentual.
Se comparada à primeira pesquisa, contratada pela Faet no começo de julho, o crescimento mais representativo é do candidato a governador que tinha 37% contra os mesmos 44% do adversário, ainda com Paulo Mourão no cenário para o governo.
Independente do Instituto, alvo é eleitor indeciso
O ceticismo com relação a resultado de pesquisas é cada vez maior, quanto mais elevado o grau de conhecimento do eleitor. Descartados os números que variam de instituto a instituto, e considerando que há um cenário de empate técnico entre os dois postulantes ao governo, os olhares se voltam especialmente para os indecisos. Se eles estão na casa dos 10%, com certeza vão definir estas eleições.
Para eles, especialmente, os programas partidários vão se dirigir no horário eleitoral gratuito. A tática de conservar o que já existe não serve para nenhum dos dois candidatos. Siqueira Campos, mostra ter consolidado seus votos, que permanece na mesma faixa desde o começo da campanha, considerando começo a partir do anúncio da aliança em torno dele dos dois senadores: João Ribeiro(PR) e Kátia Abreu(DEM).
Carlos Gaguim por sua vez cresceu, e vive uma campanha em curva ascendente. Para ele interessa consolidar as intenções de voto, e avançar. Ninguém vencerá com menos de 50% mais 1 dos votos. É por isto que há mais de 45 dias das eleições, e antes ainda da entrada dos programas eleitorais na TV, onde o palco será tomado por denúncias, acusações, e todo tipo de argumentos, é temerário acreditar em eleição definida.
Manter e avançar devem compor a meta das duas excelentes equipes que, nos bastidores, concorrem em talento para fazer brilhar seus candidatos. Dez por cento é muita gente. Uma multidão de cerca de 90 mil votantes que não estão contagiados pela paixão, ou comprometidos pelo atrelamento à máquina seja de um lado ou de outro.
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