Na hora de virar a página, olho no retrovisor mostra quem soube vencer as batalhas de 2010

Até quem não é cristão e não vive o simbolismo do Natal como a data do nascimento de Cristo aproveita essa época para fazer um balanço na vida, avaliar o ano que passou e fazer novos planos, projetar o que vem por aí. Passando a régua no ano, na hora...

Gosto de reler as coisas escritas, as expectativas feitas e o cenário vivido há um ano, para entender quem ganhou e quem perdeu no jogo de interesses e busca por espaço neste período que vai chegando ao fim.

Gaguim tinha quase tudo

Há um ano no túnel do tempo, o governador Carlos Gaguim tinha 22 dos 24 deputados estaduais. Recém saído de uma eleição indireta, havia conseguido isolar no processo da sua escolha, dois dos principais líderes que figuravam no topo das pesquisas de intenção de voto: Siqueira Campos e Kátia Abreu. Tinha esvaziado o Democratas e marchava tendo ao seu lado siqueiristas históricos como Marcelo Lélis e Cacildo Vasconcelos.

Raul era a promessa da terceira via do PT

Em dezembro do ano passado, Raul Filho, prefeito de Palmas era a promessa do PT como pré-candidato ao governo numa terceira via. Donizete Nogueira declarava na imprensa que o PT não seguiria a reboque e teria candidatura própria “sob qualquer hipótese”.

Kátia fortaleceu Siqueira

No final do ano passado aconteceu aquele memorável almoço na chácara da senadora Kátia Abreu para selar a reaproximação entre seu grupo e o do então pré-candidato ao governo, assim como ela, Siqueira Campos.

Naquele final de ano, Marcelo Miranda, governador que havia sido cassado, mantinha-se no topo das pesquisas de intenção de votos para o Senado, mas era tratado com frieza pelo governador recém eleito, que queria distanciamento do ex pela proximidade criada com desafetos de Miranda no governo de coalisão.

Ribeiro deu a volta por cima

Em dezembro de 2009, o senador João Ribeiro era pré-candidato ao governo do Estado e acreditava que teria o apoio de Carlos Gaguim.

Em um ano, muita coisa mudou, mas nada como rever as notícias dos fatos daquela época para avaliar como tudo caminhou nas escolhas feitas por cada um. Alguns fizeram de seu limão, uma limonada. Ao enfrentar decepções, encontraram outra saída. Outros jogaram fora as melhores oportunidades que tinham.

De tudo se pode tirar uma lição

Na política, assim como na vida, de vitórias e derrotas sempre se apura uma lição. Ao virar a página mais uma vez este ano, dá para perceber que venceram os que tiveram coragem e persistência, sangue frio e paciência. Venceram os que ousaram ser protagonistas da sua própria história e abraçaram com afinco o caminho escolhido sem subestimar a força e a inteligência do outro.

As lições do ano que termina dentro de uma semana, se bem lidas, servirão de guia para o que começa. É só limpar a mente e acalmar o coração para observar. Lógico: quem tem fé, já sai na frente por contar com a vantagem de acreditar numa força superior que tudo guia. Aquele que ajuda quem cedo madruga, age com sinceridade e não deixa de fazer sua parte para avançar. Eu acredito!

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