O mundo girou e devolveu a faca e o queijo às mãos de... Eduardo

Ele diz que não e mantém o discurso de que todas as decisões são do pai. Mas a verdade é que quem articula 80% do próximo governo Siqueira Campos, é seu filho, coordenador da transição e ex-senador Eduardo. As exceções são os cargos que pela natureza...

Terminada a campanha eleitoral - que foi vencida com todas as dificuldades políticas e econômicas em algumas de suas fases mais cruciais – pelo esforço coletivo de todos os líderes envolvidos nela, a fase preparatória da mudança de governo tem um líder: Eduardo Siqueira Campos. De volta à cena como o principal interlocutor do pai, governador eleito Siqueira Campos (PSDB), tem sido de Eduardo a maior das missões: acomodar nas sugestões que leva ao próximo chefe do Executivo, as situações políticas criadas durante a campanha.

Não são pequenos os desafios. Siqueira Campos, é evidente, dará a última palavra sobre tudo. Mas tem sido poupado do desgaste de contornar as diversas expectativas criadas nos que comandaram a campanha nas diversas áreas. Este trabalho é de Eduardo. O outro aspecto desta situação é que esta equipe a ser formada tem a obrigação de corresponder às expectativas dos milhares de eleitores que deram, na soma final, a vitória à Siqueira.

É uma enorme tarefa diante não só do que foi prometido, mas de tudo que o ex-governador já realizou e da situação emblemática em que se encontra o Estado especialmente com os recentes problemas nas áreas de Saúde e Segurança.

Juntar a necessidade técnica à demanda política

Os dias do ex-senador, contam amigos próximos a ele, têm sido pautados pelas conversas em que tenta juntar a necessidade de compor uma equipe técnica, contrapondo o imperativo de atender à demanda política e ainda driblar os ciúmes que brotam entre tantas novas e velhas lideranças em busca de espaço.

Conversar, explicar, buscar a compreensão de todos que querem garantir sobrevivência política no próximo governo garantido tem ocupado a agenda do ex-senador, que por outro lado, tem neste momento a oportunidade de construir, no diálogo, uma prática diferente da do passado.

É esta compreensão: de que os tempos mudaram e de que todos são importantes para que o próximo governo Siqueira cumpra a missão maior de corresponder à esperança dos tocantinenses, que pode fazer o diferencial neste novo momento comandado nos bastidores por Eduardo.

No jeito de agir hoje, o dia de amanhã estará desenhado

A engenharia política vai começar a mostrar seus frutos nos próximos nomes, quando as escolhas feitas terão seus critérios evidenciados. Até lá, dois grupos brigam por espaço e trabalham para vencer resistências um do outro: o grupo ligado ao “Velho Siqueira”, composto pelos fiéis escudeiros de sempre; e o grupo mais próximo de Eduardo, que tem gente nova e gente das antigas. Alguns nomes, como o do próprio jornalista Sandro Petrilli, são fruto de uma relação recente, iniciada na campanha. Outros – daqueles que eternamente acompanham Siqueira como o jornalista Luiz Pires (que concorreu a deputado estadual) – estão por aí, esperando a vez.

O fato é que de políticos de grande expressão e mandato, a líderes de partidos de menor expressão, todos esperam pelo encaminhamento que será feito pelo ex-senador. A campanha passou e a vitória mudou o cenário. Depois de Kátia Abreu, João Ribeiro, Marcelo Lélis, José Geraldo e de tantos outros que tiveram sua importância registrada sob os holofotes da mídia, o mundo gira e vai chegando a vez de Eduardo Siqueira. De novo.

Neste mês e nos próximos, ele é o cara. E na forma como agir estará boa parte de seu retorno à cena política num futuro não tão distante, quando decidir pleitear mandato.

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