Próxima semana promete mudanças no cenário político-eleitoral

A possibilidade que o projeto Ficha Limpa atinja políticos tocantinenses nas duas chapas que tendem a polarizar a disputa no Estado, somada à mudança de posicionamento que ainda pode acontecer na Assembléia Legislativa promete esquentar o cenário pol...

Os líderes maiores do PMDB estão em Brasília na manhã desta sexta-feira, para a convenção nacional do partido, que vai referendar o nome que será indicado para compor a chapa majoritária da virtual candidata do PT à presidência, Dilma Roussef. Estão na capital para a convenção o ex-governador Marcelo Miranda, o deputado federal Osvaldo Reis, o deputado federal Moisés Avelino, entre outros convencionais. O governador Carlos Gaguim deve seguir para Brasília neste sábado, 12.

De Brasília deve vir a maior reação à aplicação das alterações trazidas para esta eleição pelo Projeto Ficha Limpa. É que, na letra fria da lei, não são poucos os impedidos. As brechas e os questionamentos vão procurar validar candidaturas. No cenário peemedebista o maior prejudicado é o ex-governador, e pré-candidato ao Senado, Marcelo Miranda, e seu vice, Paulo Sidney (que disse ao Site RT esta semana que não é candidato a nada).

Mas o prejuízo da aplicação rigorosa da lei atinge também a chapa oposicionista, e fere vários possíveis candidatos à Câmara Federal e Assembléia Legislativa. De lado a lado haverão baixas importantes para os grupos que tendem a polarizar as eleições. Por isso que talvez, a reação seja generalizada, e a busca por soluções judiciais tenda a começar.

Mais mudanças na AL

Enquanto os prazos correm, outra mudança já começa a ser ventilada na Assembléia Legislativa. Depois da acomodação do PP na base governista, e da migração do PTB de volta à União do Tocantins, relatos de bastidores dão conta de que o deputado Amélio Cayres, da região do Bico do Papagaio, pode deixar o governo.

Procurado, o deputado desconversa, e deixa a decisão sobre seus rumos em suspense, para ser anunciada “na hora certa”, conforme ele mesmo definiu. A hora certa é a última semana do mês, quando todos terão que deixar às claras seus rumos. No caso de Cayres, se a base é fiel à Siqueira, de nada adianta o deputado insistir em permanecer com Gaguim.

É o que se escuta também quando o assunto é Lázaro Botelho (PP). De um ex-deputado federal, e de um estadual escutei que o presidente do PP “jogou a eleição fora”. Na ponta do lápis contabilizam o prejuízo eleitoral em torno de 15 mil votos, estimados aí os eleitores que não devem permanecer com Botelho, em palanque contrário a Siqueira.

Na velocidade que os fatos tem se sucedido na política tocantinense, uma semana é muito tempo. Neste período, decisões que parecem estar tomadas e consolidadas, podem mudar completamente. Eu não duvidaria.

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