Os gritos de guerra de estudantes, professores e funcionários que fizeram o belo movimento de resgate da Unitins ano passado me voltaram invariavelmente à mente na manhã desta segunda-feira, 28, quando o reitor da universidade, André de Matos resumia na coletiva de imprensa a situação em que encontrou a Unitins.
“Há quatro meses encontramos uma universidade descredenciada, com 52 mil alunos angustiados com o seu futuro, inseguros quando a emissão de seis diplomas, com o curso de serviço social sem tutores para monitorar seus estágios, e com o MEC totalmente desacreditado na universidade”, resumiu o reitor.
Ele tem toda razão. Era este o quadro tenebroso da Unitins - a nossa universidade - que correu o risco de acabar, deixando para o Estado o ônus de cobranças judiciais intermináveis. Eu ainda acrescentaria a herança nefasta da dívida que a antiga direção da Eadcon deixou com a Universidade, num contrato que beneficiava mais a empresa que o Estado, e cujos valores são discutidos na justiça ainda hoje.
Inaugurando nova fase
O clima nos corredores da universidade já é completamente outro. A auto-estima de uma equipe de profissionais gabaritados, nos quais muito foi investido em formação nos últimos anos, foi resgatada. O recredenciamento, o novo vestibular, a reabertura de cursos presenciais - gratuitos - e a iminência de que o sistema UAB – Universidade Aberta do Brasil entre em funcionamento até o final do ano, reanima.
O que dizer diante de tudo isto? Que sempre existem caminhos quando há vontade política suficiente. Quando há críticas e cobrança da sociedade. Quando há vigilância da imprensa. Mesmo que incomode a princípio, mas o contraditório é necessário.
Nesta segunda-feira em que o governador Carlos Gaguim comemora justamente uma vitória obtida via ações incisivas do seu governo, quero estender de público mais que um cumprimento, o reconhecimento a todos que se levantaram para salvar a Unitins. À sociedade organizada, aos estudantes, aos professores, aos servidores que fizeram a sua parte vale nos juntar para comemorar a conquista do ano, naquele mesmo velho grito de guerra: “Arra, urrú... a Unitins é nossa!!!”.
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