Alunos do curso de Edificações do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), de Gurupi, reclamam da falta de professores. Segundo informações passadas ao Site Roberta Tum por uma aluna que preferiu não se identificar, depois do fim da greve, no mês de outubro, apenas dois professores voltaram a dar aulas e com o recesso em dezembro e o retorno no dia 9 de janeiro, apenas um professor está dando aula. “Tem professor que desistiu de dar aula e não deu satisfação a ninguém, nem mesmo ao diretor do Instituto”, contou a aluna.
Segundo as informações, o quadro de docentes do curso era formado por cinco professores e hoje apenas o professor de Projeto Hidráulico está ministrando aulas. Segundo a aluna, a turma já recorreu a Secretária Acadêmica do curso para saber o que está acontecendo, mas a diretoria, nem a secretaria souberam informar. “Queremos saber como vamos terminar esse semestre sem os professores. É um verdadeiro descaso com a Educação e com a qualificação de nós, alunos”, afirmou.
A aluna destaca, ainda, que a falta de professores pode ser explicada pelo baixo salário que é pago aos profissionais. “A quantidade de alunos prejudicados por conta da falta de mestres e de estrutura apropriada nas instituições públicas chega a ser absurda”, ressaltou.
Gerente de ensino justifica
Conforme informações passadas ao Site Roberta Tum pelo gerente de Ensino da IFTO , Marcelo Alves Terra, a falta de professores no curso de Edificações está sendo resolvida. Alves explicou que dos três professores que formam o quadro de docentes específicos do curso, dois estão ministrando as aulas normalmente.
Ainda segundo o gerente, entre os professores que saíram, uma pediu exoneração e o outro pediu afastamento para fazer o doutorado e por causa disso está acontecendo a falta de professores. “Com a saída de dois professores abrimos editais para a seleção de professor substituto, já preenchemos uma vaga. Quanto a outra o edital ainda está aberto”, afirmou.
Sem prejuízos
Alves garantiu que os alunos não irão perder o semestre e afirmou que se houver a necessidade de ampliar o período de aula, isso irá acontecer. Questionado sobre os esclarecimentos que deveriam ser repassados aos alunos, o gerente informou que não tem conhecimento da ausência de diálogo e destacou que marcou para esta segunda, 16, uma reunião entre a Diretoria do IFTO e os alunos para esclarecer o assunto.
Comentários (0)