O apoio ao senador João Ribeiro (PR), marcou o início dos trabalhos na Assembléia Legislativa na manhã desta quarta-feira, 29. Os parlamentares manifestaram apoio e lamentaram a forma com que a denúncia de suposta prática de redução de trabalhadores rurais à condições análogas a de escravo, aliciamento de trabalhadores e fraude de direitos trabalhistas, vem sendo colocada pela imprensa.
Se mostrando solidários, os deputados destacaram que o trabalho que o senador vem desempenhando em prol da população tocantinense é de fundamental importância. A deputada Solange Duailibe (PT) entrou na defesa do senador e afirmou que Ribeiro não foi condenado e que a questão trata-se apenasde uma investigação que foi aberta. “Acredito na seriedade e inocência do senador”, destacou a deputada ao lembrar que existem fazendas em que os proprietários vivem em condições difíceis.
O deputado Amélio Cayres (PR), falou da trajetória de Ribeiro. “Ele é um homem bom, um bom político”, ressaltou o deputado ao lembrar que escravidão é o que se vê em grandes centros, onde pessoas vivem em situação de segregação social. “Escravidão são pessoas dormindo debaixo da ponte”, afirmou.
Também em defesa do senador, o deputado José Bonifácio (PR), questionou quais são os critérios para se configurar escravidão e destacou que todo homem público está sujeito à denúncias. “Vários já foram denunciados foram absolvidos, assim como João Ribeiro que já foi absolvido pelo TST, e vamos assistir a sua vitória”, informou.
Entenda
Após uma denúncia da Procuradoria Geral da República, contra o senador João Ribeiro(PR), por suposta prática de redução de trabalhadores rurais à condições análogas a de escravo, aliciamento de trabalhadores e fraude de direitos trabalhistas, o Supremo Tribunal Federal determinou, na noite do último dia 23, a abertura de processo para apurar as denúncias contra o parlamentar.
Em janeiro de 2004, um grupo de 38 trabalhadores rurais do povoado de Boa Vista foi contratado “por empreitada” para limpar um terreno de propriedade do senador e deste grupo três trabalhadores contabilizaram mais de 30 dias de trabalho. Segundo a assessoria do senador, a denúncia foi motivada por um dos trabalhadores, mas este, nunca foi encontrado e com o rito processual completo, o senador espera ter a oportunidade de se defender e explicitar a diferença entre a acusação de “trabalho degradante” apontado pelos procuradores federais e o que realmente aconteceu.
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