Representantes dos projetos selecionados no edital Promic 2025 receberam uma orientação técnica da Fundação Cultural de Palmas (FCP) sobre como executar os recursos públicos. A reunião foi nesta quarta-feira, 22, e teve o intuito de esclarecer procedimentos, alinhar expectativas e detalhar as exigências relacionadas à prestação de contas.
O certame selecionou 14 projetos culturais e contemplou sete linguagens artísticas: teatro, dança, música, audiovisual, literatura, circo e artes visuais. As ações estão previstas para ocorrer em Palms e fora do Tocantins, com a expectativa de ampliar o alcance da produção cultural do estado.
O investimento total é de R$ 720 mil, oriundos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura. O recurso tem como objetivo fortalecer a economia criativa local, incentivar a circulação das obras e valorizar o trabalho de artistas, produtores e coletivos culturais.
Ações e prazos
Os proponentes terão prazo de 18 meses para execução das ações, período em que todos os projetos deverão realizar apresentações na capital. A diversidade das propostas selecionadas reflete a pluralidade da cena cultural local, reunindo trabalhos que dialogam com identidade, memória, arte contemporânea e expressões populares.
Entre os destaques estão as exposições Entrecruzamento de ideias, de Solange Alves, e Dança do Pote, do Ateliê Pote de Ouro Arts. No circo, serão apresentados os espetáculos As Charlatonas, da Cia. Trupe-açu, e Meu lixo é um circo, de Marcos Saraiva, em parceria com a Cia. Os Kaco.
Na dança, integram a seleção São Jorge: Guerreiro da lua, protetor da fé, do Instituto Explosão Amor Caipira, e Nós, do coletivo Da Casa Produções (proponente Fê Art). Na música, os projetos incluem Tributo a Mercedes Sosa com Nacha Moretto, do grupo Impacto Latino, e Noite Tocantinense, do Instituto Utambor.
Múltiplas linguagens
O teatro será representado por Amortecedor, do coletivo CONAC (proponente Juliano Casimiro), e Tinderelas no Divã, da Cia. A Barraca. Na literatura, foram contemplados o projeto Histórias do Meu Setor, de Felipe Souza Milhomem, e a circulação do quadrinho Vicente – Terra Morta, de Álvaro Maia.
Completam a lista as mostras audiovisuais Curta Elas – TO, de Ana Elisa Mascarenhas Martins, e Palmas – Memória, identidade e arte, de Kécia Garcia Ferreira, reforçando o espaço para a produção cinematográfica independente e a valorização da memória local.
A expectativa é que os projetos contribuam para dinamizar o cenário cultural de Palmas, ampliar o acesso do público com circulação das diferentes linguagens artísticas e consolidar a cidade como um polo de produção e difusão cultural na região Norte.
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