O lançamento da pedra fundamental do Hospital Universitário (HU) da UFT, realizado nesta quinta-feira, 2, em Palmas, consolidou o início definitivo das obras de um importante equipamento público voltado tanto para a formação acadêmica quanto para o atendimento de média e alta complexidade. O complexo de saúde, orçado em mais de R$ 300 milhões, contará com 250 leitos destinados integralmente ao Sistema Único de Saúde (SUS). A área para a construção da unidade é uma doação da Prefeitura de Palmas e possui 2,4 hectares, localizada no Plano Diretor Sul da Capital, na ACSU-SO 130 (1.301 Sul), na Avenida NS-01.
O HU não funcionará apenas como uma extensão das salas de aula. Nas palavras da reitora da universidade e ex-pró-reitora de extensão da UFT, Maria Santana Milhomem, a estrutura funcionará como um equipamento estratégico do SUS para desafogar o Hospital Geral de Palmas (HGP).
Saúde indígena
O projeto se destaca por ser o segundo hospital no Brasil a contar com uma ala e organização própria voltadas especificamente para a saúde dos povos originários. A outra unidade, o Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami, fica também no norte do país, em Roraima, sendo o primeiro hospital voltado exclusivamente para a saúde dos povos indígenas.
A reitora celebrou a conquista e ressaltou o compromisso com os mais de 12 mil estudantes da instituição e com a sociedade tocantinense.
"Esse hospital vai sair porque é um querer da comunidade. Ele já é fato. Vai melhorar a qualidade do ensino e o acesso à saúde no nosso estado", declarou Maria Santana Milhomem, ao lembrar que a estrutura servirá de escola prática para os cursos da área da saúde da universidade, como medicina, enfermagem, nutrição, psicologia, fisioterapia e assistência social.
A concretização do HU é fruto da luta histórica da comunidade acadêmica e de diversas gerações do movimento estudantil organizado da UFT. A relevância do protagonismo estudantil foi reforçada por Ana Clara, presidente do Centro Acadêmico de Medicina da UFT.
"Isso daqui é fruto de muita luta acadêmica de muito tempo. A nossa luta continua até ver esse hospital de pé, significando muito para a nossa formação e para a assistência à saúde da população do nosso estado", apontou a estudante.
Tecnologia assistiva: R$ 1 milhão para a inclusão social
Na solenidade houve também o anúncio de outra conquista para o desenvolvimento social no estado. A secretária nacional de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Germana Pires, assinou o Termo de Execução Descentralizada (TED) formalizando o repasse de R$ 1 milhão para a UFT implantar o Centro de Referência em Tecnologias Assistivas (CAPTA).
O coordenador geral de tecnologias assistivas do Ministério da Ciência e Tecnologia, Nilton Pereira, explicou que o CAPTA funcionará de forma integrada ao hospital universitário e à rede de pesquisa nacional. O centro será um espaço de acolhimento e uma "vitrine tecnológica"
Comentários (0)