Conversando ontem com uma colega jornalista de Brasília que queria um prognóstico das eleições deste ano para governo no Tocantins eu disse a ela que ainda é cedo para arriscar palpites. Na verdade, a campanha chegou rápido demais a um patamar que beira o empate técnico, mostrado pela maioria das consultas feitas pelos institutos mais conhecidos.
Depois de viver um “up”, no momento em que liderava com folga, a campanha encabeçada pelo ex-governador Siqueira Campos (PSDB) viveu dias de sucessivas crises no período pré-convenções. O pós convenções no entanto parece ter servido para colocar água fria na fervura e como não há o que fazer quanto ao que está feito (perda do PP, questões envolvendo servidores, etc), tudo isso foi ficando pouco a pouco lá atrás no retrovisor dos primeiros dias de campanha.
Para ser fiel ao retrato do momento, o que se vê no Tocantins é que a candidatura governista ganhou gás com a composição final do palanque de Carlos Gaguim, mas a crise que rondava a oposição mudou de casa logo em seguida com os episódios desgastantes envolvendo Paulo Mourão e o PT, somado ao “escorrega” de Osvaldo e seu quebra copos dentro do PMDB.
Momento novo
Agora é a hora do vamos ver. Ou como se diz no velho ditado lá do interior de Goiás, “a hora da onça beber água”. Cada candidato vai enfrentar seus desafios, e as dificuldades próprias de ser oposição - no caso de um - e de ser governo, num grupo cheio de desafetos e estranhos, no caso do outro.
O momento novo da campanha nestes últimos dias de julho mostram uma reação nítida na campanha de Siqueira Campos. A pesquisa publicada ontem, terça-feira, 20, pelo Jornal “O Servidor”, traz o ex-governador liderando num patamar inédito: 48 pontos percentuais, enquanto retrata no segmento do servidor público, o que já se mostrava óbvio: é Gaguim quem lidera.
O instituto é pouco conhecido, o jornal não tem tradição em pesquisa e os números ganharão maior confiabilidade quando forem confirmados por outros institutos nos próximos dias, mas isso não diminui o fato de que revelam este exato momento da campanha.
Duda mais presente
A crise parece ter serenado no trajeto entre a antiga arse 21 e arse 14. O badalado marqueteiro Duda Mendonça – segundo registram nossas fontes na TLS - também estará mais perto a partir desta semana, de mala e cuia no Tocantins para comandar TV, rádio, internet e a estratégia de marketing que envolve toda a campanha.
O momento é bom para Siqueira, e é de firmação da campanha de Gaguim. Se a diferença entre os dois permanecer pequena até agosto, vamos assistir à disputa mais longa de uma campanha eleitoral no Tocantins. Não por que o tempo será maior na busca dos votos, mas por que o empate aumenta a tensão e consequentemente a duração da disputa.
Aumenta a importância de cada lance, cada jogada, cada aliado conquistado. Mais que nunca, erros e vacilos não são permitidos. Eles serão fatais para qualquer uma das duas candidaturas colocadas.
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