Os mais de 200 candidatos a deputado estadual registrados nas diversas coligações registradas pelos dois grupos majoritários que disputam eleição presidencial enfrentam um cenário atípico e de guerra mais acirrada do que os candidatos a deputado federal nesta eleição.
Se o chapão montado nas chapas federais das duas coligações igualou todos os concorrentes na disputa, em que vencerão os mais votados, a coisa é diferente quando se trata de vaga na Assembléia Legislativa. Senão, vejamos: das 24 vagas, apenas cinco serão renovadas com toda certeza.
São as vagas abertas pela saída dos deputados Júnior Coimbra, César Hallum e Ângelo Agnolin para postular mandatos federais. A quarta vaga aberta é a do deputado Fábio Martins, que não disputará reeleição. E a quinta pela saída de Cacildo Vasconcelos (PP).
Vantagens e desgastes de quem tem mandato
Quem tem mandato e vai buscar a reeleição tem algumas vantagens inegáveis. A primeira é o pacote que o mandato lhe oferece e que garante 50% da eleição: gabinete, equipe, emendas, apoio de prefeitos. Se trabalhou bem, atendeu sua base, e conseguiu manter e ampliar rede de apoio, o deputado que vai à reeleição dificilmente perderá o mandato.
Por outro lado, o desgaste das posições impopulares, as votações que o eleitor não entendeu, ou não aceitou, e principalmente a perda das bases numa eventual mudança de partido ou posição, podem interferir bastante no resultado da eleição.
Não existem favoritos
Se o favoritismo é possível na disputa para federais, o quadro de estaduais favoritos é instável. Poucos são os que registraram crescimento, mantendo e ampliando bases. No geral, a guerra será dura e sangrenta para os que se arriscaram a investir recursos materiais e disposição política para buscar se eleger deputado de novo mandato.
A renovação ou não de boa parte dos quadros da Assembléia vai depender muito da avaliação que o eleitor fará do que foi a atuação do legislativo tocantinense nos últimos anos, especialmente no episódio da eleição indireta.
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