Creci aponta demanda reprimida de 30 mil lotes em Palmas: "Precisamos de imóveis que as classes média e baixa possam comprar"

O presidente do Creci - Conselho Regional de Corretores de Imóveis - Valterson Teodoro da Silva, que tem se posicionado favorável à expansão do Plano Diretor de Palmas nas direções Norte e Sul da cidade, disse ontem ao Site Roberta Tum que a capital ...

Percorrendo ontem, com a equipe do Site Roberta Tum, a região do Machado, na saída para Aparecida do Rio Negro, onde já se multiplicaram condomínios residenciais e loteamentos particulares de forma irregular, em chácaras, o presidente do Creci no Tocantins, Valterson Teodoro da Silva mostrou o que classifica como "um movimento social, impossível de ser controlado pelo poder público municipal, enquanto persistir a idéia retrógrada de manter o Plano Diretor limitado".

Na área conhecida como a região do Machado, em razão do bar e restaurante instalado na saída para Aparecida do Rio Negro,às margens da TO-010, multiplicam-se loteamentos e condomínios fechados. "O cidadão que buscar hoje comprar o lote mais barato dentro do Plano Diretor, nas quadras sem asfalto, próximas da Ulbra, vai encontrar a R$ 80 mil. Aqui, com este dinheiro ele compra o lote e constrói sua casa", diz Valterson.

A 8 km do centro, loteamentos irregulares prosperam

Sem condenar quem buscva esta alternativa, o presidente do Creci constata: "isto está ocorrendo por que o poder público não chegou primeiro, e regularizou estas áreas para regularizar a abertura de loteamentos. Por isto as pessoas de classe média e baixa, são forçadas a comprar onde conseguem pagar, mesmo que os loteamentos não sejam regulares".

Criticando o que chama de "falta de visão do poder público em chegar antes", Valterson, que é proprietário de uma imobiliária na capital sustenta que faltam áreas regularizadas para oferecer a investidores que chegam a Palmas com capital para implantar condomínios horizontais.

"O empresário chega na minha imobiliária e pergunta onde tem uma área de 5 alqueires para instalar um bom condomínio residencial, e sou obrigado a dizer que dentro do Plano Diretor não tem", explica.

Setores imobiliário e de contrução alavancam a economia

Questionado sobre a razão do metro quadrado dos lotes em Palmas ser tão caro, o presidente do Creci explica. "Em todo lugar do mundo, onder existe mais procura que oferta, o preço sobe. É a lei de mercado. Se a expansão for feita e o Plano Diretor for aberto para que a iniciativa privada implante novos loteamentos, existe demanda hoje para 30 mil lotes em Palmas. Precisamos de imóveis é abaixo de R$ 60 mil para a classe média e entre R$ 10 e R$30 mil para a classe de poder aquisitivo mais baixo", estima.

Incomodado com as críticas e acusações de especulação que cercam o setor imobiliário desde que toda discussão em torno da possibilidade de expansão do Plano Diretor começou, o presidente do Creci argumenta: "os dois setores que hoje estão alavancando a nossa economia são o imobiliário e o de construção civil. Houve um boom no Brasil desde que o governo federal abriu o acesso ao crédito para construção de moradia. e o setor privado é competente em oferecer boas opções, bem estruturadas. falta o poder público assumir sua tarefa de organizar a cidade", explica.

Mercado se auto regulará

Ao ser perguntado sobre quais garantias a população terá de que o preço dos imóveis será reduzido com a abertura de novos loteamentos, Valterson aponta o exemplo de outras cidades brasileiras onde há oferta. " O mercado se auto regula. Em todo lugar do mundo, onde há equilíbrio entre a oferta e a procura, há equilíbrio dos preços", argumenta.

"Garanto a vocês que entre morar a 10 km do centro, e morar do outro lado da ponte, os palmenses vão preferir morar na capital, se puderem pagar lotes aos preços que estão pagando no Luzimangues. E o melhor, é que o toda a cidade ganhará com isto. Desde a oferta de empregos na área de construção civil, à venda de materiais, e ao recolhimento de impostos", argumenta.

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