Final de semana é de ajustes nas equipes das duas campanhas

Com a realização das convenções, e a data final do dia 5, próxima segunda-feira, para o registro das chapas proporcionais junto ao TRE, o final de semana é de ajustes nas coordenações das duas coligações que vão se enfrentar em outubro. Na Força do P...

Os nomes de todos os candidatos a deputado estadual pelas duas coligações só serão conhecidos definitivamente na próxima segunda-feira, 5. No caso da Coligação Força do Povo, uma lista prévia foi divulgada, mas podem acontecer acomodações até a data limite. Já na coligação Tocantins Levado à Sério, a lista só sai mesmo na segunda-feira, 5, data limite, por conta de alterações e ajustes nas chapas.

A maior dúvida era quanto aos dissidentes, deputados estaduais cujos partidos estão na oposição, enquanto estes permanecem na base do governo terão legenda. Foi uma troca tácita, que não precisou ser conversada. O PR cede legenda a Stálin Bucar e Paulo Roberto, que permanecem com Gaguim, e o PMDB mantém a legenda de Moisés Avelino, que segue com Siqueira. Acordo sem palavras, de quase cavalheiros.

No front Siqueirista, Kátia assume função

A senadora Kátia Abreu (DEM) assume função mais atuante na campanha da coligação encabeçada por Siqueira Campos, já na próxima semana. Segundo fontes do Site RT, Kátia cuidará da logística, do operacional da campanha. Divide assim a coordenação com o ex-senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB) que já estaria sentindo a sobrecarga de decisões. De uma fonte ligada à TLV ouvi que Eduardo não come, pouco dorme, e tem sido poupado dos problemas do varejo da campanha.

A chegada de Kátia Abreu de corpo inteiro na campanha teria o objetivo de dar soluções rápidas a problemas práticos. Como não é candidata à nada, e seu partido está acomodado na vice, a senadora não enfrenta resistências e sua proximidade é bem vinda no front Siqueirista.

Gaguim monta equipes e organiza comunicação

Por mais que o governo seja acusado de campanha antecipada em algumas situações, a coligação Força do Povo agora é que começa a organizar frentes básicas da sua campanha, que o adversário já tem funcionando há semanas. É o caso, por exemplo, da equipe de comunicação da campanha. O fim de semana é de intensa movimentação para que as ações saiam do improviso para o planejamento necessário.

Se poucas atividades na vida dão certo sem planejamento, campanha eleitoral é uma das que absolutamente não funcionam sem ele. Além da comunicação tomam corpo a assessoria jurídica, o comitê financeiro, e setores de logística básicos da campanha do staff governista.

Metade da disputa será travada nos tribunais

O que tenho ouvido com freqüência e ninguém duvida, pela quantidade de representações já protocoladas antes que a campanha comece oficialmente, é que esta será uma disputa travada muito intensamente nos tribunais. A lei eleitoral está mais rígida, o Tocantins passou pelo trauma de uma cassação de governador, e todas as antenas estão mais ligadas para impedir desrespeito à legislação, venha de onde for.

O cuidado que candidatos não só da majoritária, mas também das proporcionais devem ter é imenso. Uma eleição ganha nas urnas pode ser perdida nos tribunais com rapidez espantosa. Provas podem ser produzidas com uma câmera de celular. Situações de compra de voto serão duplamente fiscalizadas.

No último final de semana de relativa tranqüilidade antes que os candidatos possam ir diretamente ao eleitor em busca de votos, o movimento intenso dos bastidores define o time da retaguarda. Este que é tão ou mais importante do que aquele que vai à campo.

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