Raul entra na campanha de Gaguim na sexta, com mobilização em Palmas

O prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), até agora distante da disputa pelo governo do Estado, depois de ter sido pré-candidato pelo seu partido durante meses, prepara grande mobilização na Capital para sexta-feira....

Na tarde de sexta-feira, 16, o auditório da Associação Tocantinense dos Municípios - ATM em Palmas deve ser palco de uma ampla mobilização política provocada pelo prefeito da Capital, Raul Filho (PT) em favor da candidatura do governador Carlos Gaguim à reeleição. As conversas nos bastidores nos últimos dias serviram para por panos quentes na situação deixada pelo efeito Paulo Mourão dentro do PT, especialmente da capital.

De José Santana, ouvi no começo da semana que Raul está mais calmo, e aceitando conversar. Os prefeitos petistas trabalham para levá-lo a apoiar Paulo Mourão. Quem o conhece sabe que isto dificilmente será possível.

A entrada de Raul na campanha do governador em Palmas é importante para agregar forças no maior colégio eleitoral, onde até aqui, Siqueira Campos lidera nas pesquisas de intenção de voto. Mesmo com as dificuldades administrativas de uma gestão prejudicada pela queda de repasses, Raul é a maior liderança na cidade e tem poder de influência na sucessão.

A mobilização preparada para acontecer a partir das 16 horas no Espaço Cultural marca o posicionamento de Raul numa campanha que é importante para o PT nacional e regional, e também para afirmação do seu espaço político. Raul tem bancada forte na Câmara Municipal, tem a rede de influência concentrada na distribuição de poder da prefeitura de Palmas, tem o carisma pessoal.

Atrás de reverter a desvantagem

Se entrar com tudo na campanha de Gaguim, pode baixar a diferença entre Siqueira e o governador na capital. A vice-prefeita Edna Agnolin, do PDT, já tem feito sua parte. Nos bastidores é fato conhecido que ela promoveu 100 reuniões nos bairros da cidade, e reduziu uma diferença inicial acima de 30 pontos, para 18.

Ao arregaçar as mangas Raul pode fazer mais. Para tanto vai precisar deixar claro para Gaguim os compromissos que Palmas quer ver assumidos e que serão cobrados num eventual segundo governo seu. Vai precisar também superar o trauma da traição, e a possível desconfiança de sofrer uma rasteira na reta final para cima dos diretórios da esposa Solange. Coisa que não é impossível de acontecer dada a guerra por espaços que começou a ser travada desde a exposição do racha interno do PT na capital.

Entre a cruz e a espada, o prefeito da capital parece ter escolhido correr todos os riscos, e apoiar, como se espera dele, a base da presidenciável Dilma Roussef. No jantar de ontem em Brasília, faltaram Raul, José Santana, José Salomão, Donizeti. O PT tocantinense não demonstrou prestígio, nem intimidade com a alta corte na capital federal. Mas este é um quadro que já passa da hora de ser alterado.

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