A Federação Psol/Rede consolidou no último fim de semana a pré-candidatura do professor Witer Naves para o Governo do Tocantins em reunião partidária e em breve outros nomes para a disputa das eleições em 2026 serão anunciados. A reunião definiu a estruturação de uma chapa proporcional focada em eleger, pela primeira vez, representantes do Psol-TO para as Câmaras Estadual e Federal.
Para o Executivo Estadual, o partido apresentou três pré-candidaturas: dos professores Witer Naves, com atuação nas áreas de urbanismo e moradia, e de Osvaldo Soares Neto, defensor da educação pública, além do empresário do ramo hoteleiro, Nestor Margon. Naves foi escolhido por consenso, informou o pré-candidato escolhido.
Em declaração sobre os próximos passos da legenda, Witer Naves, destacou que a escolha dos nomes reflete um movimento orgânico interno, mas ressaltou que os prazos legais serão rigorosamente seguidos.
Segundo Witer, "a composição da pré-candidatura se faz já como um clamor do partido". O Psol-TO tomou a decisão da nossa pré-candidatura e a gente vai aguardar o processo do calendário eleitoral para ter a convenção, tudo direitinho, para que a gente possa fazer a definição completa da chapa".
Para o Senado Federal, a legenda já conta com a pré-candidatura de Bernadete Aparecida (Psol), ativista atuação na defesa das mulheres e populações vulneráveis e Fábio Ribeiro (Rede), empresário na área ambiental e jornalista, todos focados em um programa de defesa da democracia, da igualdade e diversidade de gênero, justiça social e desenvolvimento sustentável.
O desafio do PSOL-TO para 2026 é se consolidar como a alternativa de esquerda no estado. Witer Naves foi categórico ao definir que a centralidade do grupo político "é a cláusula de barreira e construir isso dentro dos votos".
Para alcançar essa meta, o pré-candidato explicou que a composição das chapas para deputados seguirá as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seguindo rigorosamente a equidade na quantidade de candidaturas para mulheres e homens.
Witer destacou ainda que as campanhas proporcionais terão como bandeiras a defesa do serviço público, a luta contra as privatizações, a sustentabilidade ambiental e a valorização da diversidade, com recortes antirracismo e a favor das lutas feminista e LGBTQIA+.
A presidente do Psol Tocantins, Karol Chaves, celebrou o resultado do encontro ressaltando que a sigla possui nomes qualificados para concorrer ao governo e uma chapa proporcional que vai surpreender nas urnas. Apesar de ser uma liderança central, Karol não será candidata em 2026.
Witer Naves esclareceu a ausência da dirigente nas urnas, afirmando que "a companheira Karol tem uma base teórica muito grande, é uma pessoa que, sem dúvida alguma, é um quadro de importância dentro do partido. Mas, de fato, ela não se desincompatibilizou em tempo e, portanto, está numa tarefa nacional no Paraná".
A Federação Psol/Rede direciona sua mobilização junto aos movimentos sociais no Tocantins, visando fortalecer o palanque regional para a reeleição do presidente Lula ao Governo Federal. As candidaturas oficiais serão definitivamente homologadas nas convenções partidárias, de acordo com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral.
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