Conforme informações repassadas nesta sexta-feira, 10, pelo governo do Estado, o Hospital Geral de Palmas conta, atualmente, com abastecimento de cerca de 80% de todos os medicamentos e insumos necessários para atender os pacientes. A informação foi confirmada pelo diretor do HGP, Daniel Hiramatsu. “Os outros 20% são medicamentos especiais que faltam em nível mundial ou são específicos e dependem de uma solicitação de compra emergencial ou de uma licitação própria”, complementou.
Daniel Hiramatsu explicou que várias medidas de gestão estão sendo executadas dentro do HGP, visando retomar o foco principal do hospital que são atendimentos de alta complexidade. “O sistema de saúde pública funciona em rede e é hierarquizado. Ele possui o nível básico, o nível intermediário e o nível mais alto, caso do HGP, que atende as demandas de alta complexidade como as cirurgias neurológicas, transplantes e cirurgia cardíaca”, disse.
Segundo o diretor do hospital, o problema é que vários pacientes, que necessitam apenas de atendimentos básicos, são encaminhados pelos municípios e outros estados ao HGP. “Quando temos uma cirurgia de alta complexidade muitas vezes faltam medicamentos e insumos porque eles foram utilizados em pacientes que poderiam ter sido tratados em outros locais. Então não dá para jogar a culpa no HGP e nem no sistema estadual de saúde. Existem três níveis de atendimento. Se um deixar de cumprir o seu papel, com certeza vai pesar para o outro”, explicou Hiramatsu.
Conforme o Estado, cerca de 4,6 milhões de atendimentos foram realizados no ano de 2016 em toda a rede pública de saúde do Tocantins, sendo que a maioria ocorreu no HGP, que atende, além dos tocantinenses, pacientes de outros estados. “Recebemos não apenas pessoas que vem do interior, mas também do Piauí, Maranhão, Bahia e Pará”, relatou o diretor do hospital.
Algumas medidas que estão sendo executadas no HGP, reduziram cerca de 80% dos pacientes que se encontravam fora dos leitos, segundo explica o diretor. “Nós estamos atuando em duas frentes. Na demanda espontânea, que ocorre quando o paciente procura diretamente a unidade, estamos fazendo uma triagem mais rigorosa. Agora, há um médico designado para fazer a classificação de risco, filtrando os casos que realmente precisam ser atendidos no HGP. Com essa ação, estamos reduzindo gradativamente o número de pacientes que ficavam internados no hospital sem necessidade. O segundo passo foi criar o NIR (Núcleo Interno de Regulação), onde o médico que está encaminhando o paciente passa o caso para o médico do HGP por meio de um sistema e eles discutem a viabilidade desse paciente ser transferido para o hospital ou para outra instituição”, frisou Hiramatsu.
Além das medidas internas de gestão, há também a reforma e ampliação pelas quais estão passando as instalações do HGP. A obra possibilitará a entrega de mais 200 novos leitos, além da ampliação do centro cirúrgico que contará com mais quatro salas cirúrgicas, sendo duas de grande porte, quatro de médio porte e quatro de pequeno porte, totalizando dez salas; e o espaço do pronto-socorro, que será aumentado mais 2.300 m². “Se continuarmos assim, vamos vencer essa luta. Isso é questão de tempo”, previu Daniel Hiramatsu.
(Com informações da Ascom/Governo do Tocantins)
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